• Home
  • VEJA QUANTO CALOR AS FLORESTAS DA TERRA PODEM SUPORTAR
Download CD VEJA QUANTO CALOR AS FLORESTAS DA TERRA PODEM SUPORTAR

VEJA QUANTO CALOR AS FLORESTAS DA TERRA PODEM SUPORTAR

Agora sabemos que algumas florestas antigas, como as do leste da América do Norte, são mais resistentes às mudanças climáticas do que as florestas mais jovens.

Mas até agora podiam Os cientistas não podem dizer com certeza quão mais quente e mais seco poderia ser o ponto final para as florestas da Terra.

(Source: Reprodução/Shutterstock)

O Estudo

O estudo da equipe liderada pelo eco fisiologista de plantas da Universidade da Flórida William Hammond, foi publicado recentemente na revista científica revista Nature Communications.

De acordo com a publicação, esta pesquisa possibilitou a compilação do primeiro banco de dados global de possíveis eventos que levariam à extinção da floresta.

Um dos fatores O que torna este levantamento tão importante é o seu alcance: contém dados precisos de florestas em todos os continentes. Mais de 670 locais foram analisados ​​e pesquisas que datam da década de 1970 foram realizadas.

Resultados

Hammond diz que sua equipe analisou dados de estudos recentes para obter uma linha de base da temperatura climática por décadas em todos os locais e tempo da morte das florestas e depois verificaram como estava o clima no momento da morte.

Em um comunicado à imprensa, Hammond diz que após essas observações e análises, foi possível perceber que havia um padrão em escala global.

O pesquisador e sua equipe apelidaram esse padrão de impressão digital a seca mais quente. Em outras palavras, é o ponto final de quão seca e quente uma floresta deve ser para estar em risco de extinção.

Essa impressão digital, segundo o pesquisador, levou à conclusão de que as florestas estavam se tornando mais vulneráveis ​​e suas árvores estavam morrendo, pois o clima se tornava ainda mais intenso durante os meses mais quentes do ano.

Entenda o ponto de inflexão

Esta pesquisa documentou a morte de árvores relacionadas ao clima nas últimas décadas em uma variedade de florestas, de tropical a boreal.

Dois estudos anteriores, um de Giuliano Locosselli, pesquisador da Universidade de São Paulo, e outro de Roel Brienen, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, já destacaram alguns dos possibilidades reveladas nos dados coletados por Hammond foram observadas.

Ambos os estudos mostraram uma associação entre o desenvolvimento mais rápido das árvores da floresta tropical e o aumento da taxa de mortalidade causada pelo aumento das temperaturas.

Analisando florestas em zonas temperadas e tropicais, os pesquisadores descobriram que quanto maior a temperatura, mais rápido o crescimento. Mas há um limite no qual a relação longevidade-crescimento sai do controle: 25 graus Celsius.

O pesquisador da USP aponta em seu estudo que as taxas de crescimento nos trópicos estão muito próximas desse limite. Portanto, quando a temperatura aumenta, a taxa de crescimento das árvores não é afetada significativamente. Por outro lado, a taxa de longevidade cai drasticamente em temperaturas acima de 25°C.

Esse fenômeno já é observado em algumas regiões da Amazônia onde o limite crítico de 25°C foi ultrapassado. A perspectiva é que as taxas mais altas de mortalidade de árvores observadas no centro e norte da Amazônia se espalhem para a parte sul da floresta tropical até 2050 como a tendência para um clima cada vez mais quente. A segunda maior floresta tropical do mundo, a da Bacia do Congo, pode enfrentar o mesmo destino.

Leave A Comment