GE acompanhou o jogo que confirmou o rebaixamento do ex-vice-campeão brasileiro e da Libertadores. Agora, o time amarga o fundo do poço, na vice-lanterna, com média de público em queda e em recuperação judicial.
A queda do São Caetano para o Sertãozinho foi um golpe duro para os torcedores, que viram o time enfrentar uma temporada difícil e cheia de desafios. A equipe lutou até o fim, mas a queda para a quarta divisão foi inevitável, causando grande tristeza entre os torcedores.
Os problemas dentro de campo contribuíram para o rebaixamento do São Caetano, que terá que se reerguer e buscar novos desafios na próxima temporada. A queda para a quarta divisão do Campeonato Paulista representa um obstáculo a mais a ser superado, mas a torcida acredita na capacidade do time de se reerguer e voltar mais forte.
Ascensão meteórica
Em meio às arquibancadas desoladas do estádio Anacleto Campanella, apenas 145 espectadores enfrentaram as adversidades climáticas para apoiar o time em crise que ocupava o indesejado posto de vice-lanterna da Série A3 do Campeonato Paulista. Com um desempenho pífio de apenas 10 pontos em 15 rodadas, o São Caetano amargou duas vitórias, quatro empates e nove derrotas, gerando um aproveitamento de míseros 22% dos pontos disputados. A média de público decepcionante, com apenas 400 espectadores, refletiu o desinteresse gerado pela queda vertiginosa do clube.
Assíduo frequentador dos jogos do São Caetano há quase três décadas, Agostinho Folco, com seus quase 90 anos de idade, expressou sua indignação com a situação presente do clube, um cenário impensável para os tempos áureos vividos no passado não tão distante. Em meio à frustração, o sentimento de frustração se tornou evidente.
Com mais de 30 anos de serviços prestados ao clube, o presidente Nairo Ferreira foi alvo de críticas e questionamentos por parte dos torcedores, que observaram a triste transformação do São Caetano de um ex-campeão paulista e ex-vice da Libertadores em uma equipe à beira do rebaixamento e da recuperação judicial, angustiada e incerta quanto ao seu futuro.
Fundo do poço e a lenta recuperação
A trajetória ascendente e equivocadamente interrompida do São Caetano que figurou entre os principais clubes do futebol brasileiro desde sua fundação em 1989 contrasta fortemente com o momento atual de penúria. Após brilhantes campanhas no cenário nacional nos anos 2000, o clube paulista se viu mergulhado em um abismo de incertezas e dívidas que ultrapassam os R$ 70 milhões, culminando em uma dolorosa recuperação judicial.
Em 2025, o São Caetano vislumbra a disputa na penúltima divisão do futebol profissional de São Paulo, distante do protagonismo que um dia ostentou. A esperança de reviver os tempos de glória se esvai diante da cruel realidade confrontada pelo clube, deixando-o em um país distante da elite do futebol.
A situação administrativa caótica, a falta de resultados dentro de campo e a decadência financeira representam desafios monumentais que exigem uma reestruturação completa e urgente para tirar o São Caetano do abismo em que se encontra. A aposta em uma recuperação a longo prazo é a única saída viável para reerguer um clube outrora orgulho do futebol brasileiro.
De mecenas em mecenas
A trajetória do São Caetano, outrora beneficiado por investimentos da família Klein, fundadora da Casas Bahia, reflete a instabilidade vivenciada pelo clube diante das mudanças de comando e de patrocínio. As doações generosas da família ao São Caetano contrastam com as divergências e desentendimentos que culminaram no abrupto fim da parceria entre as partes.
Neste cenário de incertezas, a troca de farpas entre investidor e dirigente expôs a fragilidade financeira do clube, destacada pelos altos valores das dívidas acumuladas, que ultrapassam os R$ 50 milhões. Os atrasos salariais, a falta de pagamento a fornecedores e funcionários resultaram em um impacto negativo dentro de campo, evidenciando a crise que assola o São Caetano.
Mudança de escudo e futuro
O novo proprietário, Jorge Machado, enfrentou críticas ao propor mudanças radicais no escudo e identidade visual do São Caetano, decisão revertida após a repercussão negativa junto à torcida. A falha na estratégia demonstrou que a essência do clube ainda reside no coração de seus torcedores, que aguardam ansiosos por um renascimento que restabeleça a glória e a paixão pelo Azulão.
Disposto a investir recursos significativos para manter as portas abertas do clube e sanar as dívidas gradualmente, Jorge Machado acredita no potencial do São Caetano em revelar novos talentos e recuperar sua posição de destaque no futebol paulista. O empresário vislumbra um futuro de sucesso e ressurgimento do clube, apostando na força da torcida e na identidade histórica do São Caetano para conquistar sua redenção esportiva.
Fonte: © GE – Globo Esportes
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