Putin afirmou que os terroristas planejavam ir para a Ucrânia de carro. Zelensky acusou Putin de tentar desviar a culpa pelo ataque terrorista em Moscou.
De acordo com as declarações de Adrienne Watson, a líder do Estado Islâmico foi identificada como a mente por trás do ataque terrorista em Moscou na sexta-feira. O grupo extremista continua a semear o caos e o medo em diversas partes do mundo, trazendo insegurança e preocupação para a população global.
O ISIS, também conhecido como Daesh, tem mostrado uma brutalidade sem limites, desrespeitando a vida humana e propagando sua ideologia extremista. É importante que a comunidade internacional permaneça unida na luta contra o terrorismo, a fim de prevenir futuros ataques e proteger as pessoas inocentes em todo o mundo.
Ataque terrorista em Moscou atribuído ao Estado Islâmico
‘No início de março, o Governo dos EUA compartilhou dados com a Rússia sobre um plano de ataques terroristas em Moscou. Em 7 de março, foi divulgado um alerta público aos americanos na Rússia. O Estado Islâmico é o único culpado por este atentado.
Não houve nenhuma participação ucraniana’, declarou Watson.
Neste sábado, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez um pronunciamento ao país sobre o atentado terrorista atribuído ao Estado Islâmico que resultou em mais de cem vítimas em um local de espetáculos.
No discurso, o primeiro de Putin após o ataque, o líder russo afirmou que todos os terroristas envolvidos foram capturados. Putin mencionou que o grupo tentava escapar para a Ucrânia quando foi interceptado. Sem citar qualquer grupo ou governo específico, ele ressaltou que ‘nossos inimigos não irão nos dividir’.
O presidente russo classificou o atentado como um ‘ato terrorista brutal’ e também confirmou que a segurança foi reforçada em todo o país, tanto nas principais cidades quanto nas regiões de fronteira.
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Em resposta à menção à Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky declarou neste sábado (23) que Putin está tentando desviar a culpa pelo massacre em Moscou.
Ele enfatizou que era ‘completamente previsível’ que Putin permanecesse em silêncio por 24 horas antes de ligar o tiroteio à Ucrânia e que as centenas de milhares de ‘terroristas’ que Putin enviou para lutar e serem mortos na guerra na Ucrânia ‘certamente seriam suficientes’ para impedir os terroristas em seu país.
O ataque, reivindicado por uma facção do grupo terrorista Estado Islâmico, ocorreu na casa de shows Crocus City Hall, na noite de sexta-feira (22), sendo o mais letal em 20 anos na Rússia. Autoridades russas informaram que pelo menos cinco homens armados invadiram o local enquanto a banda Picnic se preparava para se apresentar.
Segundo o Kremlin, o chefe do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) comunicou ao presidente Vladimir Putin que quatro terroristas foram presos — os outros sete estavam envolvidos no planejamento do ataque.
O FSB revelou que os suspeitos estavam se dirigindo para a fronteira com a Ucrânia e tinham contatos no país vizinho.
Na manhã deste sábado, as autoridades ainda estavam à procura de cúmplices, conforme anunciado pelo Kremlin, o qual se comprometeu a capturar todos os envolvidos no atentado.
Perseguição intensa
O parlamentar russo Alexander Khinshtein, aliado de Putin, comunicou que os responsáveis pelo ataque foram interceptados após uma perseguição na região de Bryansk, a aproximadamente 350 km de onde ocorreu o atentado. Khinshtein relatou que a perseguição iniciou quando o motorista de um veículo se recusou a obedecer a uma ordem de parada.
‘Durante a perseguição, houve disparos e o veículo capotou. Um terrorista foi detido no local, os demais fugiram para a floresta. Após a busca, um segundo suspeito foi localizado e detido’, explicou.
Conforme Khinshtein, buscas continuavam sendo realizadas para encontrar outros dois suspeitos que conseguiram escapar.
No interior do veículo em que estavam os suspeitos, as autoridades encontraram armas e documentos do Tadjiquistão. Esse foi o pior atentado na Rússia desde o ataque a uma escola em 2004 em Beslan. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque em seu canal no Telegram.
Disparos e coquetel molotov
Um vídeo registra homens disparando, além de gritos e pessoas alarmadas. A casa de shows tem capacidade para 6.000 pessoas. Assista acima. O ataque iniciou-se no saguão do estabelecimento. Em seguida, os homens adentraram o auditório e abriram fogo contra as pessoas que aguardavam para assistir ao espetáculo.
Um presente no local afirmou que os homens entraram atirando e, em um momento, lançaram um coquetel molotov no ambiente. Quando a testemunha tentou fugir, percebeu que uma das saídas estava bloqueada. Ela atravessou o recinto em busca de outra rota de fuga, porém igualmente encontrou obstáculos.
Deste modo, buscou abrigo no subsolo da casa de shows até a chegada dos agentes de resgate. Foram escutadas duas explosões no local, que acabou incendiando. Os bombeiros conseguiram conter as chamas, todavia, conforme a agência de notícias Tass, o teto do Crocus City Hall pode ruir a qualquer momento.
Putin ciente dos acontecimentos
O governo da Rússia divulgou que o presidente Vladimir Putin foi informado do ataque nos primeiros minutos e tem sido mantido atualizado dos desdobramentos. ‘O presidente está recebendo constantes atualizações sobre os eventos e as medidas sendo adotadas por todos os órgãos relevantes.
O chefe de Estado emitiu todas as orientações necessárias’, comunicou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. Um aliado do presidente, Dmitry Medvedev, assegurou que tanto os atiradores quanto os responsáveis pelo atentado serão perseguidos e mortos.
‘Todos devem ser encontrados e eliminados sem piedade, como terroristas.
Morte por morte’, expressou em seu canal no Telegram.
A Rússia intensificou a segurança em aeroportos e estações de trem por toda a capital, uma vasta área urbana com 21 milhões de habitantes. Todos os eventos públicos de grande porte foram cancelados no país.
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Fonte: © G1 – Globo Mundo
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