Gabinete Tel Aviv debateu opções de retaliação após ataque Irã, buscando resposta coordenada e moderada para evitar guerra regional.
O gabinete de Israel analisou hoje uma variedade de alternativas de resposta ao ataque do Irã, buscando medidas que evitem um conflito em larga escala, conforme relatou a mídia israelense.
As tensões entre Irã e a República Islâmica vêm se intensificando nas últimas semanas, com as nações trocando acusações e demonstrações de força na região. Manter a estabilidade é crucial, mas a situação continua delicada.
Preocupações e Ações em Relação ao Irã
O Canal 12 revelou o desejo de realizar ações coordenadas em relação ao Irã com os Estados Unidos, que se abstiveram de se unir a Israel em um ataque direto. Enquanto isso, o Times of Israel está ponderando uma resposta ‘dolorosa’ à operação, enfatizando que ela não provocará uma guerra regional.
Nesta segunda-feira, o porta-voz da diplomacia do regime iraniano, Nasser Kanani, solicitou que as nações ocidentais reconhecessem a moderação do Irã nos últimos meses. Ele destacou que, em vez de acusar o Irã, esses países deveriam refletir sobre suas próprias ações e prestar contas à opinião pública pelos posicionamentos adotados contra os crimes de guerra de Israel.
O recente ataque de Teerã contra Israel, ocorrido pela primeira vez desde 1979, ano que marcou o estabelecimento da República Islâmica no país, gerou uma série de reações de líderes internacionais que clamaram pela moderação.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, ressaltou a importância de evitar uma escalada durante conversas com autoridades do Egito, Arábia Saudita, Jordânia, Turquia, Reino Unido e Alemanha, conforme comunicado do Departamento de Estado. Por sua vez, o secretário de Relações Exteriores britânico, David Cameron, classificou o ataque como um ‘fracasso total’, considerando-o imprudente e perigoso.
A chanceler alemã, Annalena Baerbock, abordou a questão do direito de retaliação de Israel, defendendo que o direito à autodefesa implica repelir um ataque. O presidente francês, Emmanuel Macron, também instou Israel a evitar uma escalada militar, demonstrando preocupação com os desdobramentos da situação regional relacionados ao Irã.
Fonte: © TNH1
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