O colegiado, com Fernando Haddad, Simone Tebet, Esther Dweck e Rui Costa, enfrenta teste político, escalada da incerteza e alta do dólar. Equipe econômica atenta.
A análise de despesas governamentais, em pauta entre os membros da equipe econômica diante do aumento da incerteza fiscal e da valorização do dólar, está prestes a passar pelo seu primeiro desafio político. Já na segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma reunião com os ministros que integram a Junta de Execução Orçamentária (JEO), e a previsão é que a revisão de gastos seja um dos temas em destaque.
No segundo encontro, previsto para a tarde do mesmo dia, a discussão sobre revisão de despesas e possíveis medidas de corte de custos ganhará mais espaço. O foco estará no ajuste fiscal necessário para lidar com a situação econômica atual, buscando soluções que possam equilibrar as contas públicas e garantir a estabilidade financeira do país.
Revisão de Gastos: Desafios e Estratégias em Debate
O grupo responsável pela revisão de gastos, composto por Fernando Haddad, Simone Tebet, Esther Dweck e Rui Costa, está enfrentando um cenário complexo. Antes de sua viagem para a reunião do G7, Lula pediu a Costa que organizasse o encontro do órgão orçamentário. Durante sua estadia na Itália, o presidente demonstrou uma mudança de postura ao considerar a possibilidade de rever despesas públicas, desde que o ajuste não prejudicasse os mais vulneráveis.
A fala de Lula impactou o mercado financeiro, com o dólar se valorizando em relação ao real. Anteriormente, o presidente enfatizava a importância do equilíbrio fiscal e da arrecadação, juntamente com a redução da taxa básica de juros. No entanto, as medidas arrecadatórias enfrentam resistência no Congresso, como evidenciado pela devolução da medida provisória que restringia o uso de créditos de Pis/Cofins.
A incerteza política e econômica tem sido ampliada pela possibilidade de manutenção da Selic na reunião do Copom. A revisão de despesas surge como uma alternativa, mas sua implementação depende da aprovação de Lula e do apoio dos parlamentares, incluindo membros do PT.
Com as eleições municipais se aproximando, Executivo e Legislativo evitam medidas impopulares. No entanto, a necessidade de sinalizar comprometimento com as metas fiscais se torna urgente. Contingenciamentos de gastos e outras ações estão sendo considerados para garantir a estabilidade econômica.
Lula reforçou seu compromisso em proteger os pisos da educação e saúde, que são atrelados à receita e crescem acima do limite fiscal. A preocupação dos economistas é que esses gastos impactem negativamente outras áreas, levando a um possível ‘apagão’ nas contas públicas. A busca por soluções que equilibrem as necessidades sociais e a responsabilidade fiscal continua sendo um desafio para a equipe econômica.
Fonte: @ Mercado e Consumo
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