Alta de juros afeta especialmente os juros dos papéis de renda fixa que acompanham o CDI e o Tesouro Selic, impactando a taxa básica de juros e a liquidez diária.
A alta da Selic influencia diretamente os investimentos financeiros, especialmente aqueles que oferecem rendimentos mais atraentes. Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de aumentar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano, os investidores precisam se adaptar às novas condições de mercado.
Com a mudança na Selic, os investimentos em poupança, Tesouro Direto e CDBs passam a oferecer rendimentos mais atraentes, especialmente para aqueles que buscam uma taxa de juros mais alta. No entanto, é importante considerar que a taxa de referência também pode influenciar os rendimentos dos investimentos. Além disso, os juros compostos podem ser um fator importante na escolha do investimento mais adequado. É fundamental avaliar as opções disponíveis e considerar as metas financeiras antes de tomar uma decisão.
Entendendo o Impacto da Selic nos Investimentos
A variação da taxa básica de juros da economia brasileira, conhecida como Selic, tem um impacto significativo nos investimentos de renda fixa, especialmente nos papéis que acompanham o CDI (CDBs, LCAs e LCIs) e o Tesouro Selic. Além disso, a Selic também afeta a caderneta de poupança, embora de forma menos intensa.
Quando a Selic está acima de 8,5%, a remuneração da poupança é limitada a 0,5% ao mês, ou 6,17% ao ano, mais a variação da taxa referencial (TR). No entanto, com os juros acima de dois dígitos, a TR tem agregado algum rendimento à poupança. Mesmo assim, outros investimentos de renda fixa continuam rendendo mais que a caderneta.
Simulações de Retorno com a Selic em 12,08%
Considerando a expectativa para os juros que está embutida nos contratos futuros, de Selic em 12,08% daqui um ano, podemos simular os retornos de diferentes investimentos. Por exemplo, ao aplicar R$ 5 mil em um CDB de liquidez diária com uma remuneração de 103% do CDI, o resgate seria de R$ 5.509, já considerados os descontos do imposto de renda. Isso representa uma rentabilidade líquida de 10,18% em um ano.
Já em um título Tesouro Selic com vencimento em 2027, o resgate seria de R$ 5.490,18, após a cobrança de Imposto de Renda de 17,5% para esse intervalo, representando um retorno de 9,8% em 12 meses. Em uma LCA ou LCI que paga 93% do CDI, a retirada seria maior, de R$ 5.555,87, ou seja, retorno de 11,12%.
Comparação com a Poupança
Na poupança, a saída seria de R$ 5.351, considerando a TR prevista nesse prazo, de cerca de 0,85% ao ano. Embora pareça pouco, a diferença é grande no longo prazo. Quanto maior o tempo de aplicação, menos vantajosa é a poupança.
Opções de Investimento
Os títulos pós-fixados, ou seja, aqueles atrelados ao CDI, seguem sendo os mais atrativos em todos os prazos. Além disso, os produtos mais populares entre investidores são hoje os papéis isentos de Imposto de Renda: LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures incentivadas. Muitos papéis de renda fixa estão sujeitos a tributação do Imposto de Renda pela tabela regressiva, o que pode afetar a rentabilidade.
Fonte: @ Valor Invest Globo
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