Anfíbio está internado no Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF) em processo de recuperação.
No Rio Grande do Sul, um caso inusitado chamou a atenção de especialistas em animais. Um sapo-cururu fêmea precisou passar por uma cirurgia devido a uma situação peculiar: sua boca estava colada. A operação foi realizada no Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF), onde o sapo segue internado, recebendo os cuidados necessários para sua recuperação.
O fato de o sapo-cururu, um anfíbio, ter passado por essa cirurgia, destaca a importância do trabalho dos profissionais de vida selvagem na preservação e cuidado desses animais. A cirurgia, apesar de delicada, foi um sucesso, e o sapo está em processo de recuperação. A recuperação do animal é um exemplo de como a medicina veterinária pode fazer a diferença na vida de animais silvestres.
O Caso do Sapo Encontrado com Boca Colada
De acordo com informações do Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo, um sapo-cururu foi encontrado com a boca colada e passou por uma cirurgia de desobstrução após a retirada da cola. O animal foi localizado por uma moradora do bairro São Cristóvão e levado à equipe veterinária da universidade. O Grupo de Estudos de Animais Silvestres (Geas) da UPF esteve envolvido no caso e relatou que o sapo chegou ao hospital em estado debilitado, com sinais de desnutrição e desidratação. Além da boca colada, foi necessário remover objetos encontrados em seu estômago, que não foram divulgados pelo hospital. No entanto, o Ministério Público, que investiga o caso, relatou que foi observada a presença de cabelo e outros elementos que permitem identificar que o animal foi submetido a maus-tratos.
O Processo de Recuperação do Sapo
A professora Michelli Ataíde, coordenadora do Geas da UPF, explicou que o processo de recuperação do sapo é lento, mas o animal apresenta boa evolução. ‘Ela está se recuperando e já está se alimentando. A recuperação é bastante demorada nos répteis e anfíbios, então, ainda vão alguns dias. Estamos cuidando da ferida, ela está tomando analgésicos, antibióticos, a ferida cirúrgica também está evoluindo, ela está sendo alimentada e está correspondendo bem’, complementou. O caso foi denunciado ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que investigará a situação. Segundo o promotor de Justiça do Meio Ambiente da cidade, Paulo Cirne, é uma forma de ritual, situação já verificada em outras cidades, mas pela primeira vez em Passo Fundo. ‘É uma prática considerada maus-tratos, já que o animal, se não fosse atendido, iria a óbito. Então, o MPRS vai averiguar a situação’, ressaltou.
Fonte: @ Terra
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