Anfíbio internado no Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF) após cirurgia não resistiu.
Uma trágica história envolvendo um sapo teve um desfecho infeliz no Rio Grande do Sul. Uma fêmea de sapo-cururu foi encontrada com a boca colada e precisou ser submetida a uma cirurgia no Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF).
Infelizmente, o sapo não resistiu aos ferimentos e faleceu na noite de domingo, 15. Esse caso chama atenção para a importância de cuidar dos anfíbios, como o sapo, que são animais vulneráveis e precisam de nossa proteção. O sapo-cururu é um anfíbio que pertence à ordem Batrachia e é comum em nosso país. É fundamental preservar o habitat natural desses animais para garantir a sobrevivência de espécies como o sapo.
O Sapo e os Maus Tratos
O Sapo, um anfíbio silvestre, foi encontrado em Passo Fundo, no bairro São Cristóvão, com a boca colada, e foi levado ao Hospital Veterinário da Universidade (UPF) para tratamento. De acordo com a professora Micheli Ataíde, coordenadora do Grupo de Estudos de Animais Silvestres (Geas) da UPF, o Sapo chegou ao hospital em estado debilitado e com objetos no estômago.
Além da boca colada, foi necessário remover os objetos encontrados em seu estômago. O hospital não revelou o tipo de objeto achado no estômago do Sapo, mas o Ministério Público, que investiga o caso, relatou que foi ‘observada a presença de cabelo e outros elementos que permitem identificar que o animal foi submetido a maus-tratos’.
O Tratamento e a Cirurgia
O Sapo foi estabilizado, hidratado e recebeu nutrição intravenosa no hospital. Em seguida, iniciou-se o processo de remoção da cola, que levou cerca de 18 horas. Após a retirada da cola, a equipe de veterinários realizou exames e constatou, por meio de raio-X, a presença de um corpo estranho no estômago. Assim, o Sapo precisou passar por uma cirurgia para desobstrução.
Micheli explicou que ‘avaliaram o Sapo assim que chegou. Precisavam, antes de tudo, hidratar o animal. Então, sedaram para conseguir abrir a boca e tirar a cola. Contudo, quando retiraram a cola, perceberam que a boca estava bem machucada. Fizeram um raio X e constataram que o estômago estava compactado, sendo necessária a cirurgia’.
A Investigação e as Consequências
O caso foi denunciado ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que investigará a situação. Segundo o promotor de Justiça do Meio Ambiente da cidade, Paulo Cirne, ‘é uma forma de ritual, situação já verificada em outras cidades, mas pela primeira vez em Passo Fundo. Uma prática considerada maus-tratos, já que o Sapo, se não fosse atendido, iria a óbito. Então, o MPRS vai averiguar a situação’.
Cirne ressaltou que com a morte do Sapo, a penalidade é agravada. Nesse caso, a punição pode ser aumentada em um intervalo que varia de 1/6 a 1/3 da pena originalmente prevista.
Fonte: @ Terra
Comentários sobre este artigo